Grifes nacionais se distanciam das medidas da silhueta brasileira

Olá,

Li hoje pela manhã essa matéria na Folha de São Paulo sobre as medidas e resolvi compartilhar, é uma pena que além das tabelas mal definidas, ainda temos essa notícia que não é nada legal para quem tem medidas maiores. Mas é uma parte do mercado que  vão perder, e talvez percam um pouco da credibilidade de quem simpatiza e consome essas marcas.Segue abaixo a matéria:

A declaração do principal executivo da grife americana Abercrombie & Fitch, Mike Jeffries, de que a marca deixou de produzir peças femininas nos tamanhos GG e XG para associar seu nome apenas a “gente magra e bonita”, provocou uma onda de protestos nas últimas semanas.

Se  não encontrarão mais peças da marca, ícone dos EUA, nessas medidas, as brasileiras que vestem G já enfrentam as consequências de um raciocínio similar, ainda que não assumido, de marcas que são porta-vozes da moda nacional.

Grifes têm baixa oferta de tamanhos ditos grandes
‘Demanda’ e ‘mercado’ influem na produção de tamanhos G e GG, dizem marcas

Nas últimas duas semanas, a Folha consultou, sem se identificar, nove lojas em shoppings ou “flagships” (lojas-conceito) de grifes brasileiras em São Paulo. Entre elas, Iódice, Alexandre Herchcovitch, Ellus, Reinaldo Lourenço, Osklen, Gloria Coelho, Forum e Forum Tufi Duek.

Em nenhuma delas havia peças das linhas principais nos tamanhos GG.

E mais: as medidas usadas para definir a modelagem dessas grifes –do P ao G ou do número 36 ao 46– pouco condizem com as medidas reais da mulher brasileira.

É esse desajuste entre corpo e vestimenta que revela um estudo do Senai Cetiqt, iniciado em 2006. Trata-se da maior pesquisa já realizada no país sobre as medidas das brasileiras, feita com 6.800 pessoas.

Segundo dados preliminares do estudo, aos quais aFolha teve acesso, 64,4% das mulheres do Sudeste têm, em média, 97,1 cm de busto, 85,4 cm de cintura e 102,1 cm de quadril (veja ao lado).

A reportagem mediu vestidos, peça icônica do vestuário nacional, nas lojas de Gloria Coelho, Iódice, Ellus, Forum e Forum Tufi Duek.

À pedido da Folha, o próprio Senai Cetiqt comparou as medidas das peças às do corpo médio da brasileira. E concluiu: tamanhos 42 e 44, ideais para as medidas médias da brasileira, têm, nestas grifes, cerca de 10 centímetros a menos do que o necessário para vesti-las.

“As brasileiras são maiores do que as marcas ‘de ponta’ acreditam. A maioria delas é corpulenta e usa tamanhos entre 42 e 46”, diz Flávio Sabrá, coordenador do estudo.

“Sim, a brasileira é gostosona. Tem boa estrutura e muita carne”, brinca ele.

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